Essa é a real trajetória da maioria dos empreendedores no Brasil
- Delza Barbosa

- 7 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Poucos falam sobre isso, mas essa é a realidade de grande parte dos empreendedores brasileiros.
A história começa parecida:
Alguém muito bom no que faz decide abrir o próprio negócio.
Às vezes por necessidade, às vezes por desejo de liberdade, por acreditar que pode fazer diferente, ou simplesmente por não aceitar mais a ideia de ter um chefe.
E faz sentido.
Quem tem talento, visão e vontade de crescer acredita, com razão, que pode transformar isso em um negócio de sucesso.
Mas o que ninguém conta é que ser bom no que faz é só o ponto de partida. Não é o suficiente para sustentar um negócio.
O empreendedor começa animado, cheio de ideias e disposição.
Mas com o tempo, o cenário muda.
A rotina vira uma maratona de urgências: cliente que liga, fornecedor que atrasa, funcionário que falta, contas que vencem, impostos que aparecem, decisões que precisam ser tomadas todos os dias.
E, quando percebe, aquele profissional talentoso está preso em um ciclo de apagar incêndios.
O negócio cresce em movimento, mas não em resultado.
Trabalha cada vez mais, lucra cada vez menos — e sente que, a qualquer momento, tudo pode desabar.
O problema é que muitos empreendedores continuam pensando como profissionais, quando o negócio já exige que pensem como empresários.
Empreender é muito mais do que dominar um ofício.
É lidar com pessoas, processos, decisões e, principalmente, números.
A realidade é que o dinheiro — gostemos ou não — é um dos principais pilares do negócio.
Ele não é o único, mas é o que mantém tudo de pé.
E é exatamente por isso que a gestão financeira é o divisor de águas entre quem sobrevive e quem prospera.
Sem gestão, o empreendedor se perde.
Não sabe o quanto realmente ganha, o quanto custa operar, o quanto pode investir.
As decisões viram tentativas — e os resultados, instáveis.
Mas com gestão, vem a clareza.
O dono entende o negócio de verdade, consegue enxergar o que funciona, corrigir o que drena o caixa e construir algo sólido, previsível e escalável.
Essa é a diferença entre ter um trabalho disfarçado de empresa e ter uma empresa que trabalha por você.
No fim das contas, o talento é o que abre a porta. Mas é a gestão — especialmente a financeira — que te mantém dentro dela.
Autoria: Delza Barbosa - Especialista em Finanças para Negócios
Contatos: 19.99109-9416
@delza.financeiro




Comentários