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Mentalidade financeira: o que te trouxe até aqui, e o que pode te levar mais longe nos negócios

  • Foto do escritor: Delza Barbosa
    Delza Barbosa
  • 9 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Quando falamos de finanças, muita gente pensa em números, planilhas e controles. Mas, antes de qualquer fórmula, existe algo mais silencioso (e muito mais determinante) guiando cada decisão que você toma no seu negócio: a sua mentalidade financeira.


Ela é o conjunto de histórias, crenças, experiências e emoções que moldam a maneira como você se relaciona com o dinheiro.


É invisível, mas totalmente presente nas suas escolhas diárias: desde quanto você cobra, até onde você investe, como você gasta e quando você trava.


Entender essa mentalidade não é um exercício emocional apenas.

É um exercício de gestão, de clareza e de estratégia.


A seguir, você vai entender o que constrói a sua mentalidade e como isso influencia diretamente os resultados do seu negócio.


1. A história que você carrega

Sua relação com o dinheiro começa muito antes de você abrir um CNPJ.

Ela nasce nas memórias da infância, nas conversas à mesa, nas dificuldades que você viu seus pais enfrentarem, nas formas como a sua família sobrevivia.


Quem cresceu ouvindo “dinheiro é difícil”, tende a ser mais cauteloso.

Quem ouviu “a gente sempre dá um jeito”, pode normalizar improvisos.

Quem viu alguém perder tudo, pode ter medo de arriscar, mesmo quando há oportunidade.


Essas histórias formam a base do seu modo automático de decidir.


2. As crenças que você aprendeu sem perceber

Crenças financeiras são como softwares instalados sem que você perceba.

Elas rodam em segundo plano, interferindo em tudo.


Crenças como:

  • “Falar de dinheiro é feio.”

  • “Para ganhar bem, precisa sofrer.”

  • “Não posso cobrar muito.

  • “Empresário que cresce demais se perde.”


Essas frases moldam comportamentos, testes, limites e até a forma como você enxerga o seu próprio valor no mercado.


Na gestão, crenças limitantes se transformam em decisões limitadas.


3. Os gatilhos que ativam suas decisões

Todo mundo tem gatilhos.

E, muitas vezes, são eles que apertam o botão das escolhas, não a lógica.


Exemplos comuns:

  • Medo da escassez → acumular demais, evitar investir, adiar escolhas importantes.

  • Pressa → decisões impulsivas, contratações erradas, gastos desnecessários.

  • Excesso de responsabilidade → assumir tudo sozinho, não delegar, se sobrecarregar.

  • Comparação → investir no que não faz sentido só para “não ficar para trás”.


Gatilhos emocionais são inimigos silenciosos da boa gestão.


4. Como você reage ao desconhecido

Mudança gera desconforto.

E é justamente neste ponto que muita gente perde oportunidades.


Organizar o financeiro, investir, delegar, padronizar processos, sair do modo “apagar incêndios”, tudo isso exige coragem antes de exigir recurso.


A forma como você reage àquilo que não domina influencia a capacidade do seu negócio de crescer com consistência.


5. As decisões que você toma para se proteger

Todos nós temos mecanismos de defesa financeiros.

Alguns guardam tudo. Outros gastam sem pensar. Outros tentam ter controle absoluto de tudo.


O problema é que a proteção pode virar prisão.

  • Guardar demais pode travar o crescimento.

  • Gastar sem clareza gera caos e retrabalho.

  • Controlar tudo impede a autonomia do time e a evolução da empresa.

A proteção saudável não evita o movimento, ela o sustenta.


6. O que você acredita merecer

Merecimento parece um detalhe emocional, mas é um dos grandes responsáveis por:

  • preços muito baixos;

  • decisões que te diminuem;

  • medo de crescer;

  • dificuldade de receber;

  • sabotagens silenciosas.


Muitos empresários travam não porque não sabem o que fazer, mas porque não acreditam que podem, devem ou merecem chegar onde desejam.


Crescimento não começa no caixa.

Começa na mente.


7. O legado que você tenta honrar

Muitas pessoas empreendem por alguém.

Pelo pai que lutou a vida inteira.

Pela mãe que abriu mão dos próprios sonhos.

Pela avó que ensinou o valor do trabalho.

Ou até por uma versão antiga de si mesmo, que prometeu não repetir padrões.


Esse legado não é apenas simbólico, ele guia comportamentos.


Às vezes empurra para frente.

Às vezes puxa para trás.


Honrar sua história é bonito.

Mas honrar seu futuro é necessário.


A grande virada: revisar seus modelos mentais

Mentalidade financeira é tudo o que te trouxe até aqui, e tudo o que pode te levar ainda mais longe.


E a boa notícia?

Modelos mentais podem ser revisados.

Crenças podem ser atualizadas.

Histórias podem ser ressignificadas.

Gatilhos podem ser reconhecidos e ajustados.

E decisões podem ser reescritas.


Quando você revisa sua mentalidade, você revisa seus resultados.


Reflexão final

E você?

Que parte da sua história ainda guia suas decisões financeiras, no negócio e na vida?

Reconhecer é o primeiro passo.

Reestruturar é o segundo.

Crescer é consequência.


Autoria: Delza Barbosa - Especialista em Finanças para Negócios

Contatos: 19.99109-9416

@delza.financeiro 



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